Automedicação requer cuidados importantes

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Segundo a farmacêutica Lúcia Cabral de Almeida, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André, a automedicação e o uso inadequado de certas substâncias podem gerar graves complicações para a saúde.

Antes de ingerir qualquer medicamento o médico deve ser sempre consultado, pois a maioria dos medicamentos não atua diretamente na parte do corpo que está com problemas, pois percorre pelo organismo até chegar ao local desejado e durante o trajeto passa pelo estômago e fígado gerando sensações desagradáveis. Segundo a farmacêutica essas sensações desagradáveis são os problemas das reações adversas ou efeitos secundários dos medicamentos.

Como muitos dos efeitos colaterais são imprevisíveis, o melhor a fazer é informar o médico sobre reações anteriores com a utilização de outros medicamentos evitando que o médico receite um que possa ter efeitos colaterais semelhantes.

Sem dúvida, os remédios mais vendidos sem prescrição médica são os analgésicos, que trazem diversos efeitos colaterais, como por exemplo, o ácido acetil-salicílico, que pode provocar irritação estomacal e dificuldade de coagulação sanguínea; o acetaminofeno, que pode prejudicar o fígado em razão da sua toxidez e a dipirona que pode causar queda de pressão arterial e causar agranulocitose, na formação de certos componentes do sangue.

Diante de tantos motivos é importante só ingerir medicamentos com conhecimento médico. Dispense os conselhos de vizinhos, pessoas da família ou de balconistas de farmácia. Só um médico pode saber a dose certa para sua patologia, além de efeitos imprevistos que podem até agravar uma doença por tomar um medicamento errado e sem efeito.

Ao adquirir um medicamento nunca os compre em feiras ou camelôs, só compre remédios em farmácias e drogarias. Além disso, fique atento as promoções e liquidações, pois preços muito baixos podem indicar que o medicamento tem origem duvidosa, nenhuma garantia de qualidade, pode ser produto roubado ou até estar com o prazo de validade próximo ou vencido.

Outra boa dica é sempre exigir a nota fiscal e guardar a embalagem, a cartela ou o frasco do medicamento, pois em caso de irregularidade você terá como se queixar. Lembre-se de verificar se na embalagem do medicamento consta a data de validade; o nome do medicamento bem impresso e se pode ser lido facilmente; se não há rasgos, rasuras ou alguma informação que tenha sido apagada ou raspada; o nome do farmacêutico responsável pela fabricação e o número de sua inscrição no Conselho Regional de Farmácia; o número do registro do medicamento no Ministério da Saúde; o número do lote, que vem impresso na parte de fora deve ser o mesmo que vem impresso no frasco ou na cartela interna; a bula deve ser original, caso contrário não aceite o produto e, no caso se soros e xaropes, verifique se eles estão devidamente lacrados, pois o lacre é obrigatório para todos os medicamentos líquidos.

“Todas as verificações também são válidas para aqueles medicamentos que o indivíduo costuma usar com frequência. Jamais adquira remédios com embalagens amassadas, lacres rompidos, rótulos que se soltam facilmente ou estejam apagados e borrados” orienta a especialista.

Caso o medicamento deixe de fazer efeito ou piore o quadro clínico procure imediatamente atendimento médico para que ele possa corrigir o tratamento da doença e, se for o caso, passar o assunto para a Vigilância Sanitária investigar.

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