Rico Dalasam fala de Orgunga, música e empoderamento no Manos e Minas

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manos-e-minas_rico-dalasam_foto-jair-magriNo sábado (10/09/2016), música e militância se misturam no palco do Manos e Minas com a presença de Rico Dalasam. Lançando seu primeiro disco de estúdio, ele conversa com a apresentadora Roberta Estrela D’Alva sobre o trabalho e conta como usa a música como ferramenta de empoderamento e autoafirmação. Inédito, o programa vai ao ar no sábado (10/9), às 19h, na TV Cultura.

Em 2015, o EP Modo Diverso fez Rico Dalasam estourar na cena musical brasileira. Único rapper abertamente gay do hip hop nacional, ele se firmou como expoente do movimento queer rap, que mistura a estética gangsta com elementos do universo drag. Agora, Dalasam apresenta seu primeiro álbum de estúdio, Orgunga. No programa, ele fala sobre a proximidade dos dois trabalhos e explica se o disco é uma continuidade do EP ou uma nova etapa.

O rapper também comenta o nome do disco, inventado por ele em uma união das palavras ”orgulho, negro e gay”, enfatizando qual foi sua necessidade ao criá-lo. Para seu nome artístico, Rico elegeu uma abreviação de “Disponho Armas Libertárias a Sonhos Antes Mutilados”, uma boa síntese da essência de seu som, carregado de autoafirmação. Na conversa com Roberta, ele conta como é ver sua arte se tornar libertária para outras pessoas e revela se tinha noção que isso poderia acontecer. O rapper também diz se hoje ele se sente mais aceito do que quando era apenas o Jefferson, morador do Taboão da Serra.

No palco do programa, ele interpreta as músicas Mili Mili, Riquíssima (Remix), Dalasam, Esse Close Eu Dei, Drama e Honestamente.

Ainda nesta edição do Manos e Minas, Roberta recebe Ana Roxo, representante da cena slam. Outro destaque fica por conta do DJ Erick Jay, que completa dez anos desde que venceu um campeonato nacional pela primeira vez, o Hip Hop DJ 96, no Sesc Pompeia. De lá para cá, o DJ residente do programa se sagrou tricampeão do Hip Hop DJ, tricampeão do DMC e campeão do Quartz. Nesta edição, ele apresenta a performance que lhe garantiu seu primeiro título.

O programa também vai até a Zona Leste de São Paulo conhecer o Atelier Xongani. Criado por Ana Paula e sua mãe, Cristina, o local se especializou em moda e tecidos africanos. Por fim, a atração mostra como foi a gravação do DVD do espetáculo Daqui a pouco o peixe pula. Realizada na residência artística do Coletivo Estopô Balaio, no bairro do Jardim Romano, a peça traz atores-moradores para contarem suas próprias histórias e as de seus parentes e vizinhos. Pessoas que, assim como eles, também sofreram com a invasão das águas das enchentes.

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